quinta-feira, 20 de setembro de 2007

90 anos de Revolução

Não. Não é da Revolução Russa que venho falar. Decepcionado com a correção da banca de História do pH, resolvi fazer um artigo sobre a revolução operária de 1917, conhecida como Revolução dos Labradores.


O modelo fordista de produção é caracterizado pela elevada mais-valia, o que explica o trabalho infantil e feminino nas fábricas no período em estudo. Essa mão-de-obra se sujeitava a uma jornada de trabalho com pior remuneração que a masculina, assim como a castigos corporais, no caso das crianças. Buscando um gasto menor com os trabalhadores, as fábricas passaram a empregar uma mão-de-obra um tanto peculiar: a canina.

O salário pago a um cão era muito inferior ao de uma criança, além de estarem sujeitos a castigos mais severos e necessitarem de menos horas diárias de sono. A alimentação de um cachorro pode ser composta apenas por Eukanuba e água não-filtrada, reduzindo ainda mais as despesas da indústria.


Gráficos demonstraram que os cães da raça Labradorus apresentavam uma eficiência superior em relação aos outros animais ou humanos. Ao final de 1916, mais da metade das indústrias do sudeste apresentavam 90% de seus empregados Labradorus. Em janeiro de 1917, uma revolução eclodiu no coração de São Paulo, liderada pelo labrador Max Magno, se alastrando ao longo da área ao redor. Os labradores pararam a produção e urinaram em todas as máquinas, representando sua desapropriação. A queda da produção desestabilizou a economia nacional e o governo, levando boa parte da elite industrial a uma falência eminente, de modo que a Revolução fosse a mais bem sucedida manifestação de esquerda da história do país.


Apoiada pela baixa camada urbana desempregada, a revolução se sustentou por um mês, sendo enfim contida pelo Estado, que cedeu os empregos dos animais aos humanos novamente, criando a Carrocinha Nacional como forma de se defender de futuras manifestações caninas. Muitos líderes da revolução escaparam para a Rússia, inspirando a Revolução Russa. Curiosamente, a Revolução dos Labradores nunca foi chamada de Revolução Brasileira, o que demonstra a superioridade criativa dos brasileiros em comparação com o povo russo.

No ano de 1998, o compositor Anslem Douglas escreveu a música "Who let the dogs out?", que fala sobre a Revolução Labradorense. A canção foi divulgada em 2000 pelo grupo Baha Men.


Toma essa, Bueno!


6 comentários:

R. Wanderley disse...

Isso que este labrador está mordendo não seria um OSSO HUMANO?

Anônimo disse...

Parem as máquinas!

Anônimo disse...

FANTÁSTICO.

"Curiosamente, a Revolução dos Labradores nunca foi chamada de Revolução Brasileira, o que demonstra a superioridade criativa dos brasileiros em comparação com o povo russo."

->a melhor parte nonsense já presenciada na história.

estou me inspirando em um documentário da hora, mano.

Anônimo disse...

"No ano de 1998, o compositor Anslem Douglas escreveu a música "Who let the dogs out?", que fala sobre a Revolução Labradorense. A canção foi divulgada em 2000 pelo grupo Baha Men."

Hahah, muito bom.

Anônimo disse...

pra mim a melhor manifesta�ao de esquerda brasileira ainda eh http://www.youtube.com/watch?v=e0RAKn7LZVU

Anônimo disse...

Muito estranho, guri!