sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A manteiga: sua vida, sua obra.

Estava com meu companheiro Chateaubriand fazendo compras para o yom kippur na Rua da Assembléia quando fui abordado por um fã. Ele vinha a mim, buscando um pouco de meu conhecimento, por não saber da onde vinha a manteiga.
Chateaubriand, arrogante, respondeu: “Ora, vem do leite! Mas não é óbvio?”.
Assim como meu amigo, muitos homens tentam explicar os fenômenos mais complexos do universo com obviedades e lugares-comuns.

Manteiga
A manteiga, num momento de descontração.


Desenvolvi um raciocínio simples para, por meio dele, expor a profundidade do assunto: de onde vem a manteiga? Do leite. E de onde vem o leite? Da vaca. E de onde vem a vaca? Da criação de gado. E de onde vem a criação de gado? Do capital do fazendeiro, mais a ajuda de subsídios governamentais. De onde vem tanto dinheiro? Dos homens. E o que comem os homens no café da manhã? Pão com manteiga. E de onde vem a manteiga?

Logo vemos que caímos num perigoso círculo vicioso. Seria, no mínimo, ingênuo supor que a manteiga, material tão simples, tenha sido precedida por homens e vacas, organismos altamente complexos.
Fica claro, então, que ou a manteiga ou o leite são ancestrais a todas as outras cousas que compõe o nosso mundo.


Big Bang
O leite, na ocasião do surgimento do universo.


Lanço aqui uma teoria: no começo era o leite, material inorgânico. Aos poucos, pequenas bactérias começaram a surgir sobre sua superfície coloidal. Microorganismos muito simples faziam respiração anaeróbia, liberando ácido láctico (e agora fica óbvio o porquê deste nome) e fermentando o líquido, que se transformava em manteiga. A manteiga é, portanto, o primeiro organismo multicelular a sobreviver com livre-arbítrio e inteligência própria. Todos descendemos dela.

Claro que essa manteiga original difere muito da que comemos hoje com nossas torradas. Aquelas possuíam células-flama e cnidócitos para sua excreção e defesa, respectivamente. Hoje, tratam-se de organismos aparentemente simples que se deixam deglutir, por vontade própria, pois sabem que terminarão, após um lento ciclo econômico-alimentar, de volta na teta da vaca.

Manteiga ancestral
Ancestral comum do homem e da manteiga moderna.

Disso, podemos tirar que nenhuma dúvida é uma dúvida burra. Mesmo hoje, com os avanços científicos, muito é desconhecido pelos intelectuais e biólogos de nosso planeta. É preciso uma boa dose de método e de ponderação para se resolver as questões do universo. Fé na Ciência e pé na tábua!


Guido Mantega
Guido Mantega, exemplo da evolução das espécies.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

90 anos de Revolução

Não. Não é da Revolução Russa que venho falar. Decepcionado com a correção da banca de História do pH, resolvi fazer um artigo sobre a revolução operária de 1917, conhecida como Revolução dos Labradores.


O modelo fordista de produção é caracterizado pela elevada mais-valia, o que explica o trabalho infantil e feminino nas fábricas no período em estudo. Essa mão-de-obra se sujeitava a uma jornada de trabalho com pior remuneração que a masculina, assim como a castigos corporais, no caso das crianças. Buscando um gasto menor com os trabalhadores, as fábricas passaram a empregar uma mão-de-obra um tanto peculiar: a canina.

O salário pago a um cão era muito inferior ao de uma criança, além de estarem sujeitos a castigos mais severos e necessitarem de menos horas diárias de sono. A alimentação de um cachorro pode ser composta apenas por Eukanuba e água não-filtrada, reduzindo ainda mais as despesas da indústria.


Gráficos demonstraram que os cães da raça Labradorus apresentavam uma eficiência superior em relação aos outros animais ou humanos. Ao final de 1916, mais da metade das indústrias do sudeste apresentavam 90% de seus empregados Labradorus. Em janeiro de 1917, uma revolução eclodiu no coração de São Paulo, liderada pelo labrador Max Magno, se alastrando ao longo da área ao redor. Os labradores pararam a produção e urinaram em todas as máquinas, representando sua desapropriação. A queda da produção desestabilizou a economia nacional e o governo, levando boa parte da elite industrial a uma falência eminente, de modo que a Revolução fosse a mais bem sucedida manifestação de esquerda da história do país.


Apoiada pela baixa camada urbana desempregada, a revolução se sustentou por um mês, sendo enfim contida pelo Estado, que cedeu os empregos dos animais aos humanos novamente, criando a Carrocinha Nacional como forma de se defender de futuras manifestações caninas. Muitos líderes da revolução escaparam para a Rússia, inspirando a Revolução Russa. Curiosamente, a Revolução dos Labradores nunca foi chamada de Revolução Brasileira, o que demonstra a superioridade criativa dos brasileiros em comparação com o povo russo.

No ano de 1998, o compositor Anslem Douglas escreveu a música "Who let the dogs out?", que fala sobre a Revolução Labradorense. A canção foi divulgada em 2000 pelo grupo Baha Men.


Toma essa, Bueno!


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Primavera: estação do anal.

Alguns indivíduos pensam que sou um ateu cientificista, fiel às práticas empíricas e discípulo do evolucionismo de Charles Darwin. Vamos com calma! Quero deixar bem claro para todos que, sendo de uma pessoa metódica, mesmo meu racionalismo sofre baques ao se deparar com situações que só podem ser explicadas por uma crença em um Ser maior. Tais situações incluem: o amor profundo e verdadeiro, a inclinação ao suicídio, a transcendência pela arte e a paixão por cus.

Tudo o que citei acima vai contra a teoria darwinista da seleção natural. O amor profundo e verdadeiro, presente também (acreditem!) em machos, garante uma monogamia masculina prejudicial à perpetuação da espécie humana. Poder-se-ia argumentar que esta nossa adaptação permite-nos criar com mais segurança nossa prole, o que seria uma mentira: todos sabem que esse é o papel da mulherada. Homem não sabe nem não deixar as toalhas molhadas na cama, quanto mais tomar conta de pirralho! Ora pois. E é óbvia a razão de o suicídio não estar em sintonia com a geração de herdeiros – mesmo porque, na maior parte dos casos, os jovens decidem cravar uma bala nos cornos justamente por falta de buceta.

De todas as coisas contidas no universo, a arte e o cu são as que mais aproximam Homens de Anjos.
Os ânus e a produção artística e intelectual do mundo se misturam: muitos daqueles são obras de arte; assim como muito desta é um verdadeiro cu. O ser humano que permite ao seu pequeno caralho adentrar os prazeres anais da realidade circunjacente está um passo além do primata e um degrau acima na escalada do Divino.
Conheço mulheres que já hoje, com apenas dezessete anos, permitem ao macho apenas a introdução por meio retofuricular. Não estariam elas na vanguarda da espécie? Ora, essas Santas podem se permitir os prazeres do gozo sem, contudo, violar sua Inocência. Podem envolver a paixão dos namorados (ou conhecidos) com os braços afáveis de seus esfíncteres. Têm a decência barroca de misturar o sofrimento com o êxtase para, por meio de um ou do outro, alcançar o Paraíso. São verdadeiras guias de nossa Idade.

Já os homens... Ah! Que rapaz nunca sentiu o pau enrijecer e o sangue sumir das faces ao ver uma bonita bunda? Que atire a primeira pedra, caralho. Não é à toa que chamamo-la “a preferência nacional”. A beleza inebriante das duas fatias de nádega, redondas, lisas, coroadas pela cerejinha negra do prazer! Que homem jamais quis penetrar seus reinos? E que homem não o faria agora, se o pudesse? É o cu, meus companheiros, que há gerações enfeitiça engenheiros e historiadores, advogados e médicos, compositores e pais-de-santo.

Pois que chegue a primavera, com seus frutos! E que tais frutos possam aproximar-nos de Deus. Que a Sexy venha com o charmoso orifício anal da Natália Lemos. Que venham dias melhores! Estamos esperando, com paz em nossos corações e aquele brilho nos olhos que só conhece quem já viu pra crer.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Criança Esperança

Saudações companheiros e companheiras, fãs e fanhas!


Aproveito minha estréia neste blog para fazer um apelo a vocês. Estava aumentando minha cultura sobre o cotidiano de celebridades Hollywoodianas, quando me deparei com uma triste notícia. Sempre preocupado com questões importantes, não pude deixar de comover-me com os relatos do ator Brad Pitt, que lamenta o fato de sua cama não satisfazer as necessidades que lhe são impostas.

"Brad Pitt disse que ele e a mulher Angelina Jolie precisam urgente trocar de cama. Segundo o bonitão, a cama atual é pequena para o desejo do casal de aumentar a família. “Nós não terminamos ainda”, disse Brad Pitt sobre o interesse público se ele e Jolie irão ter mais herdeiros. “Todo mundo pergunta se há planos para um quinto filho. Logo, digo: para o sexto, sétimo, oitavo e nono. Essa é a minha resposta. Um filho a mais e nós teremos que trocar a cama”, disse à agência Associated Press."

Está claro pra mim que Brad Pitt precisa de ajuda. Nós, que por tantos anos fomos entretidos por filmes do casal, temos como dever ajudá-lo a superar esse problema. Se todos doarmos um pouco que seja, Brad Pitt não terá que gastar alguns dólares de sua milhonária fortuna para poder comer Angelina Jolie melhor. É por uma boa causa que venho fazer esse pedido.

Grato pela costumeira compreensão.

sábado, 15 de setembro de 2007

Putarias e judiações no mundo pop!

Enquanto meu companheiro (vulgo "parça") Briot não inaugura seu espaço neste blog, vou lhes contar uma história que se passou nos idos de e-lá-vai-porrada, final da década de setenta, entre duas estrelas pop: Ian Curtis, vocalista do Joy Division, que é tão popular quanto estrela; e Stevie Wonder.

Ian Curtis Stevie Wonder

Tudo começou quando Stevie Wonder, sentindo-se solitário e cabisbaixo - quase sorumbático - decidiu ligar para Ian Curtis e dizer que o amava e que se importava com sua pessoa. O taciturno músico do Joy Division não levou na boa e a relação entre os dois artistas ficou estremecida.

É curioso notar que ambos usaram de tal acontecimento como inspiração para a composição de grandes sucessos. Stevie, alegre e romântico, demonstrou não estar ressentido:

"I just called to say I love you!
I just called to say how much I care!
I just called to say I love you,
and I mean it from the bottom of my heart.
"

Em um verso em particular, Stevie deixa sua máscara de eu-lírico de lado e chama Ian Curtis, seu interlocutor, pelo apelido carinhoso de Joy - óbvia referência à banda da qual ele faz parte.

"No Libra sun,
no Halloween,
no giving thanks to all the Christmas, Joy, you bring.
"

...Onde o termo entre vírgulas é claramente um vocativo.
Já Ian Curtis reagiu de maneira mais dramática, digna de sua preferência pela abordagem gótica e trevosa da realidade; característica do ultra-romantismo joydivisiano.

"Where figures from the past stand tall,
and mocking voices ring the halls.
Imperialistic house of prayer.
Conquistadors who took their share.
"

O inocente Stevie Wonder, cheio de amor e boas intenções, é visto nesta composição como uma figura egocêntrica. Sua voz, adorada por milhões de americanos, vencedora de Grammys, é considerada irritante e zombeteira.

"They keep calling me,
keep on calling me!
"

A ligação do amigo afrodescendente é hiperbolizada, elevada a mil; e Ian Curtis exterioriza toda a angústia que domina seu pequeno coração.
A seguir, duas interpretações decorrentes do fato. Como pode ser notado, uma "responde" a outra:





Se ainda havia dúvidas sobre o sofrimento de Ian, essas foram apagadas pela dancinha tenebrosa efetuada no meio da apresentação: tal dança simboliza toda a opressão e rebeldia por anos guardada no corpúsculo do compositor de Manchester.
Mas por que tantos avarios emocionais decorrentes de uma única ligação? Qual é o motivo desse exagero sentimental? Dessa derrocada expressionista de um homem aparentemente normal?

Simples: porque Ian Curtis é uma bichinha assustada.
Comparem:

Ian Curtis Blair
"I'm so afraid!..."

Nada mais a declarar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Então, você quer parecer uma raposa?

Então, você quer deixar o cabelo crescer? Ora essa, você sabe que ele cresce para os lados, não para baixo! Imune às leis de Newton, sua pelagem iconoclasta abre-se qual asas de Fênix, formando trapézios, distendendo toda a sua envergadura, flexionando seus músculos.
Então, você quer parecer uma raposa?

Filha da puta, olha pra mim quando eu estiver falando contigo!